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Adulteração em número de Chassi de veículos


Que tal falarmos um pouco sobre fraudes em veículos? Sabe-se que é um crime bem comum e que também está ficando a cada dia mais difícil para identificar. Da mesma maneira que o poder público vai evoluindo em sua técnica para o combate nesses casos, os criminosos também se aprimoram para o acobertamento das fraudes. Com relação aos automotores a principal infração está vinculada ao número do Chassi.

Este número, também conhecido como Número de Identificação do Veículo ou VIN (do inglês Vehicle Identification Number), é a forma de registro universal dos veículos automotivos produzidos. Sua combinação de letras e números torna cada veículo único e, apesar de parecer complexo, não é complicado “ler” esta codificação. O número do Chassi terá sempre 17 caracteres (veículos mais novos) e as letras I, O, Q não são utilizadas, por sua similaridade com os números 1, 0 (zero).

Para facilitar o entendimento segue uma imagem publicada no ano de 2002 na revista Quatro Rodas (encontrada facilmente na internet):



Entendendo o Chassi
Entendendo o Chassi

Para a perícia criminal é importante saber que as formas de adulteração do chassi consistem na remoção da gravação original sem a substituição por outra; a remoção da gravação original com substituição por outra; e a regravação total ou parcial da original. As regravações total e parcial são facilmente percebidas para olhos treinados. O fraudador procura, geralmente, regravar números compatíveis entre si. O número 3 pode virar um 8; o 1 se transforma em 4; ou um 9 em 0. No entanto, existe casos mais sofisticados de alteração que podem também fraudar números não compatíveis, como, por exemplo, um 5 em 8.


Adulteração do Chassi
Adulteração do Chassi

Adulteração de Chassi
Adulteração de Chassi

As formas de executar as fraudes podem ser por meio de cobertura de soldas, de colocação de chapa em cima da gravação original; transplante de peças entre veículos; adição e subtração de caracteres; e a modificação da gravação original. Cada instituto de perícia acaba tendo que trabalhar conforme sua estrutura, no entanto, é muito comum a utilização de produtos químicos que corroem os metais em busca da gravação original e um exame feito com equipamento eletromagnético, que funciona como um raio-x.


Mas obviamente este crime precisa de sua complementação na tentativa de sucesso do infrator: a adulteração do documento do veículo. Normalmente é utilizado um documento autêntico (achado, comprado ou roubado) do veículo para fraudar sua individualidade. Pode-se dividir em três formas mais comuns na tentativa desta falsificação: documento totalmente falsificado; documento autêntico com preenchimento falsificado; e alterações em documentos autênticos já preenchidos pelos DETRANs.


No primeiro caso o documento apresentará falta de nitidez nos desenhos de fundo, ausência de impressão calcográfica e o tipo de papel suporte diferente do oficial, com ausência de fibras coloridas. No segundo caso, mesmo que o papel seja original e autêntico, o preenchimento apresentará características diferentes ao colocar lado-a-lado com os feitos pelas impressoras do DETRAN. No último caso a falsificação é feita em cima de um documento autêntico por meio de produtos químicos, supressões ou adição de caracteres.


Certificado de Registro de Veículo
Certificado de Registro de Veículo (CRV)

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